São Paulo – O Tribunal de Justiça da Bahia decidiu nesta terça-feira que a disputa societária entre Kieppe, empresa que representa a Odebrecht, e a Graal, da família Gradin, poderá ser decidida por três alternativas: mediação, arbitragem ou processo judicial. Na hipótese de não existir acordo entre as partes -- alternativa mais provável --, a arbitragem poderá ser a alternativa para resolver a disputa envolvendo a participação de 20,6% da Graal na Odebrecht ou então a justiça comum. Caberá à juíza decidir a maneria de resolução. A preferência dos Gradin é pela arbitragem e os Odebrecht querem decidir num processo judicial. Enquanto não houver uma decisão, a compra das ações dos Gradin tentada pela Odebrecht está suspensa. O processo, entretanto, ficará parado até que o Tribunal julgue a arguição de suspeição levantada pela Kieppe contra a juíza Maria de Lourdes Oliveira de Araújo, titular da 10ª. Vara Cível, onde inicialmente tramitam as ações judiciais sobre o caso. A juíza, atualmente em licença do cargo, volta ao tribunal no dia 8 de outubro para dar continuidade ao processo. No dia 29 de setembro, no entanto, irá a julgamento o pedido de afastamento da juíza feito pela Odebrecht por considera-la parcial nas decisões em favor dos Gradin. (Exame)
Num dia de tensões no Brasil e no exterior, o dólar voltou a encostar em R$ 5,45 e a fechar no valor mais alto desde o fim de abril. A bolsa de valores levou um tombo e voltou à casa dos 110 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,447, com alta de R$ 0,077 (1,44%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade na primeira hora de negociação, mas passou a disparar após a abertura do mercado norte-americano. A moeda norte-americana está no valor mais alto desde 27 de abril, quando tinha fechado vendida a R$ 5,461. Em 2021, a divisa acumula valorização de 4,97%. A expectativa em torno de uma possível prorrogação do auxílio emergencial pressionou as negociações. Os investidores temem o impacto da medida sobre as contas públicas. Paralelamente, o mercado analisa as repercussões da divulgação de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tinham empresas em paraísos fiscais após assumirem cargo...
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