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Cresce número de eleitores arrependidos de ter votado em Bolsonaro, revela pesquisa

 

Jair Bolsonaro (sem partido)

O grupo de eleitores que escolheu Jair Bolsonaro (sem partido) para presidente, no segundo turno das eleições de 2018, é hoje uma mancha difusa no quadro eleitoral brasileiro. Pesquisa do Instituto DataFolha divulgado neste domingo revela uma mistura ideológica “que vai de alinhamento ao presidente na defesa do governo ao voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022”, segundo o estudo. Enquanto parte dos bolsonaristas se mantém fiel ao que chamam de ‘Mito’, um número consistente de eleitores se arrependeu.

O levantamento do Instituto está registrado “a respeito da avaliação do governo federal, do cenário eleitoral para o ano que vem e de opiniões sobre democracia. “Em geral, se comparado com a média da população, o eleitor de Bolsonaro tem melhor avaliação do governo e responsabiliza menos o presidente por mazelas como desemprego, inflação e crise de energia. Mas uma parte se descolou do bolsonarismo e não repetiria seu voto, chegando a avaliar o governo como péssimo, a defender impeachment e a declarar escolha por Lula”, acrescenta o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), proprietário do DataFolha.

O eleitor de Bolsonaro se alinha com o restante dos brasileiros ao elencar saúde, desemprego e economia como os principais problemas do país, nesta ordem, e ao defender vacinas e máscaras em sua esmagadora maioria. No total, 53% da população considera a gestão Bolsonaro ruim ou péssima; 24% a veem como regular e 22% avaliam como ótima ou boa. A maioria se inverte no caso dos eleitores do presidente: 46% de ótimo ou bom, 31% de regular e 22% de ruim ou péssimo” ressalta.

O estudo mostra, ainda, que para 39% dos brasileiros, a economia tende a piorar, algo com que apenas 26% dos eleitores de Bolsonaro concordam. O instituto ouviu presencialmente 3.667 pessoas com mais de 16 anos, em 190 municípios de todo o país, entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No caso da amostra de eleitores de Bolsonaro, a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. ​

(Correio do Brasil)

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