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Auxílio Emergencial para o setor da cultura sugerido por Regina Duarte é vetado por Bolsonaro

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Única política pública apresentada por Regina Duarte para remunerar o setor cultural, diante da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o auxílio emergencial foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro aos artistas e técnicos de espetáculo.
Durante a fatídica entrevista na CNN Brasil, ao ser questionada pela omissão de sua gestão à frente da Secretaria Especial da Cultura, Regina apontou o auxílio - medida que não é elaborada e tampouco implementada pela pasta - como única ação do governo federal para o setor. 
Com o veto do presidente à ampliação do auxílio emergencial, a atriz deve ser ainda mais pressionada pelos pares, que já reúnem milhares de assinaturas em um manifesto em repúdio à sua atuação como gestora cultural.

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Bolsonaro sanciona, com vetos, ampliação de beneficiários do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos o projeto que amplia os beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600. A sanção foi publicada na edição desta sexta-feira (15) do Diário Oficial da União.
A sanção permite que menores de 18 anos que forem mães recebam o valor. Por outro lado, Bolsonaro vetou  ampliação do benefício para profissionais informais que não estão inscritos no Cadastro Único. O Congresso Nacional especificava profissões que estariam aptas a receber os R$ 600 do governo, como motorista de aplicativos, vendedores porta a porta, ambulantes de praia.
Na justificativa, o governo  disse que a proposta de lei feria o principio da isonomia por privilegiar algumas profissões em razão de outras.
O governo também vetou a possibilidade de homens solteiros chefes de família de receberem em dobro o benefício emergencial. Nas atuais regras, apenas mães tem esse direito.
Uma lista de categorias específicas também foi vetada no decreto de Bolsonaro. Nesta, constam artistas e técnicos de espetáculo, cooperados de catadores de materiais recicláveis; pescadores artesanais, agricultores familiares, assentados de reforma agrária taxistas, motoristas e entregadores de aplicativo, entre outras.
A lei entra em vigor com a sanção, e os vetos terão de ser analisados pelo Congresso. Os parlamentares podem manter ou derrubar a decisão de Bolsonaro.
O documento está assinado por Bolsonaro e os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Cidadania, Onyx Lorenzoni; e da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves.
O veto do presidente também excluiu de receberem o auxílio emergencial os atletas, paratletas, técnicos e profissionais do esporte, como preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, árbitros, auxiliares de arbitragem, trabalhadores envolvidos na realização das competições e autônomos da educação física.
Durante a tramitação do projeto no Senado, o texto original recebeu a emenda incluindo os personagens do esporte, de autoria da senadora e ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PSB).

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