A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal aprovou, na sessão de 29 de outubro, proposta que acaba com a saída temporária, também chamada de “saidão”, dos presos que cumprem pena em regime semiaberto. A medida está prevista no Projeto de Lei 3468/12, do deputado Claudio Cajado (DEM-BA). A proposta retira da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84) a possibilidade de autorização judicial para saída de presos, sem vigilância, nos casos de visita às famílias e “participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social”. Na prática, esses dispositivos permitem que os juízes autorizem a saída dos presídios em datas comemorativas, como Natal, Páscoa, Dia dos Pais e Dia das Mães. Nas vésperas dessas datas, o juiz da Vara de Execuções Penais edita uma portaria que disciplina os critérios para concessão desse benefício e as condições impostas aos condenados, como o dia e a hora para retorno. O parecer do relator, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), foi favorável à proposta. “Bandidos perigosos presos são os mais hábeis em se travestirem de disciplinados para, assim, obterem benefícios como os ‘saidões’”, disse. Segundo o deputado, “não é incomum muitos saírem nessas ocasiões para nunca mais voltar”. Leite destaca que, se a mudança for aprovada, a Lei de Execução Penal vai permitir ao condenado utilizar-se do benefício da saída temporária apenas para “frequência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução”. A proposta será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário. (Agência Câmara)
Marcelo Nilo em Salvador (Foto: Lílian Marques/ G1) O delator da Odebrecht André Vital Pessoa de Melo afirmou, em depoimento, que o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL-BA) recebeu R$ 300 mil em espécie no escritório da companhia, em Salvador, no ano de 2013, para a pré-campanha ao governo da Bahia. De acordo com a denúncia, o valor teria "recursos de caixa 2”. O dinheiro teria sido repassado ao deputado baiano depois de duas reuniões com executivos da companhia, segundo o delator André Vital Pessoa de Melo. O primeiro encontro teria sido entre Marcelo Nilo e Marcelo Odebrecht, no dia 24 de julho de 2013. Após a reunião, Marcelo Odebrecht teria ligado para André Vital para relatar que Marcelo Nilo havia solicitado apoio para sua pré-campanha ao governo do Estado. Marcelo Odebrecht teria ainda orientado Nilo a procurar André Vital para tratar do assunto. O segundo encontro, entre André Vital e Marcelo Nilo, não teve data determinada no depoimento e teria ocorrido ...
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