A prefeitura de Jequié, que vinha pagando o salário dos servidores dentro do próprio mês trabalhando, ainda não fez o depósito do salário de setembro. O atraso vem causando um grande estrago político, pelas circunstâncias, já que ocorre às vésperas de uma eleição. Alguns vereadores governistas acusam o presidente da câmara, Zé Simões, de criar dificuldade para a aprovação da proposta que autorizaria remanejamento no orçamento. José Simões, por sua vez, acusa a prefeitura de ter enviado o pedido errado, tanto que teve de devolvê-lo por duas vezes. Já o secretário de governo, Marcelo Aguiar, atribui o impasse a bancada de oposição. Joaquim Caires, líder da oposição, contra-atacou. Disse que em agosto, a câmara aprovou pedido de suplementação para a prefeita para salários atrasados, mas não o fez em relação aos terceirizados que estão sem receber julho, agosto e setembro. Caíres afirmou que o legislativo nunca criou dificuldades e que não assinará um cheque em branco a atual administração e pediu o envio por parte da prefeitura o detalhamento do remanejamento, conforme combinado. Na sessão de quarta-feira, 01/10/14, vereadores governista, representação da administração Tânia Brito/Sérgio da Gameleira foram à câmara pressionar os vereadores a promover a votação, argumentando que sem o remanejamento, não teria condições de pagar a folha de pagamento. No fim da reunião, o presidente da câmara também perguntou: por que a prefeitura deixou os salários dos contratados pela Terceira Visão atrasar três meses se a câmara aprovou suplementação em agosto, justamente para pagamento de salário? O impasse continua. (Jequié e Região)
(crédito: Pedro França/Agência Senado) O líder do governo no Senado e relator da PEC dos Precatórios, Fernando Bezerra (MDB-PE), discordou da intenção do presidente Jair Bolsonaro de usar parte do espaço fiscal que será aberto com a eventual aprovação do texto para conceder reajustes a todos os servidores federais. O parlamentar afirmou que o esforço do Congresso em torno da matéria "não é para atender reajuste de servidores e, sim, os mais pobres do Brasil". A PEC dos Precatórios é a aposta do governo para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400, em substituição ao Bolsa Família. O texto, já aprovado pelos deputados, adia o pagamento de mais da metade dos R$ 89 bilhões previstos para serem quitados no ano que vem em precatórios — dívidas da União reconhecidas pela Justiça — e amplia o teto de gastos. O objetivo do Ministério da Economia é abrir uma folga fiscal de R$ 91,6 bilhões no orçamento do próximo ano. "Eu acho muito difícil (conceder reajuste aos servidores). Nós est...
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