A mais nova série de Miguel Falabela veiculada na Rede Globo, Sexo e as Negas, será alvo de um protesto nesta terça-feira (30) em Salvador. A manifestação que conta até com nome – Desligue o Racismo, Assuma o Controle – terá como ponto de encontro de diversas entidades do movimento negro a frente da sede da Rede Bahia, filiada da Globo no estado, às 12h. Segundo porta-vozes do protesto, o objetivo dos manifestantes é mostrar a indignação a respeito da representação das mulheres negras no programa, além de problematizar e provocar a reflexão da sociedade baiana sobre o processo de construção da imagem da mulher negra. Ainda de acordo com os movimentos sociais, as produções televisivas colocam as mulheres negras em uma posição de “mero objeto sexual”, como esclarecem em nota encaminhada à imprensa. Estão presentes a União de Negros pela Igualdade (Unegro); a Aganju- Afrogabinete de Articulação Institucional e Jurídica; o Programa Direito e Relações Raciais, da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (PDRR/UFBA); a Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen-Bahia); e o Movimento Negro Unificado (MNU). A sede carioca de Rede Globo já foi centro de protestos contra a minissérie no último dia 16, e manifestantes chegaram a pichar o letreiro da emissora (foto abaixo). Além disso, pelo menos três denúncias já foram protocoladas na Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (Seppir) contra o programa.
O procurador da República Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, pediu à Justiça Federal que aplique multa de R$ 100 mil à União após o presidente Jair Bolsonaro “realizar caminhadas em cidades satélite do Distrito Federal” neste domingo, 29. Ele também pede a majoração da multa para R$ 500 mil caso o presidente repita o gesto. O pedido de Araujo Junior se baseia em tutela de urgência de ação civil concedida pela 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) que determinou à União que se abstivesse de estimular a “não observância do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde”. Araujo Junior anotou. “A postura da Presidência da República aponta para o descumprimento do item 4 da decisão proferida por esse juízo, que ressaltou a necessidade de abstenção da União de adotar qualquer estímulo à não observância do iso...
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