A alternativa que vem sendo discutida, de uma possível transferência dos estudantes do 4º ano de Medicina, campus de Jequié, para o de Vitória da Conquista, é o tema de uma “Carta à Comunidade”, contrária à medida, exposta durante caminhada na manhã de sábado (23/2), pelas ruas centrais da cidade-sede da reitoria da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb. Desde quarta-feira, 20, as atividades acadêmicas do curso estão suspensas, naquela cidade. “A pretensa remoção de alunos coloca o risco de comprometer a qualidade da formação médica em nossa cidade”, diz o manifesto. Estudantes e professores de medicina de Conquista, entendem que, “a medida está sendo fomentada pelas claras deficiências do curso na cidade sol, como a insuficiência do aporte estrutural e de perspectivas para a construção do Internato Médico, somado ao pequeno interesse da comunidade médica jequieense, quanto a lecionar neste espaço tão importante para o bem-estar social”. Em protesto, os estudantes em Vitória da Conquista decidiram pela paralisação de suas atividades acadêmicas até segunda feira (25/3), com exceção das atividades que envolvam o atendimento de pacientes previamente marcados (ambulatório e internato). “Tal medida representa o meio encontrado pelos discentes para viabilizar a discussão com acadêmicos de Jequié e, para externar a insatisfação frente à possibilidade de comprometimento da qualidade do ensino para todos os envolvidos e, de expor a condição de carência em que se encontra o curso jequieense, na tentativa de sensibilizar as entidades envolvidas. A vinda pontual desses alunos pode perpetuar a prática danosa de transferências e minimizar a responsabilidade governamental e institucional contraída ao se insistir na implantação de um curso de Medicina sem quaisquer garantias de sua viabilidade”, expõe o documento.
O procurador da República Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, pediu à Justiça Federal que aplique multa de R$ 100 mil à União após o presidente Jair Bolsonaro “realizar caminhadas em cidades satélite do Distrito Federal” neste domingo, 29. Ele também pede a majoração da multa para R$ 500 mil caso o presidente repita o gesto. O pedido de Araujo Junior se baseia em tutela de urgência de ação civil concedida pela 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) que determinou à União que se abstivesse de estimular a “não observância do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde”. Araujo Junior anotou. “A postura da Presidência da República aponta para o descumprimento do item 4 da decisão proferida por esse juízo, que ressaltou a necessidade de abstenção da União de adotar qualquer estímulo à não observância do iso...
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