Ao mesmo tempo em que a ONG Anistia Internacional classificou a escolha de Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de “inaceitável”, acredita que ele deveria renunciar devido à “intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome”. Embora não tenha respondido diretamente à nota oficial da Anistia Internacional, ainda repercutem as palavras do deputado em uma entrevista veiculada na TV neste domingo. “Estou aqui por um propósito, fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário, acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer”, disse o pastor ao programa Pânico na Band. O texto da ONG internacional diz esperar que os parlamentares brasileiros “reconheçam o grave equívoco cometido” com a eleição do pastor e “tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição”. Dentro de poucas horas acaba o prazo estabelecido pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para que o PSC convença Feliciano a renunciar. Como não existe margem regimental para uma intervenção direta nem para tirá-lo da presidência. A questão deve ser resolvida politicamente. Alheio a tudo isso, o deputado continua trabalhando e anunciou no seu site pessoal, que se prepara para uma viagem oficial nos próximos dias à Bolívia, onde irá tentar tirar da cadeia os 12 brasileiros que foram presos após um jogo de futebol, onde um morreu um menino de 14 anos.
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
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