O secretário de Promoção da Igualdade Racial no estado, Elias Sampaio, afirmou, em entrevista ao programa Acorda Pra Vida da Rede Tudo FM 102,5, na manhã desta quinta-feira (4), que a Copa do Mundo de 2014 em Salvador sem a presença do acarajé ficaria fora do contexto da nossa cidadania e cultura. A venda do quitute baiano poderá ser proibida em um perímetro de até dois quilômetros distante da Arena Fonte Nova, já que a Fifa recomenda o afastamento da modalidade de comércio ambulante.“Todas as medidas que sejam necessárias para que não haja preconceito contra nossa cultura serão tomadas”, garantiu, em conversa com os apresentadores Evilásio Júnior e Uziel Bueno. Sampaio destacou a necessidade de um esforço conjunto entre prefeitura e o governo do estado em torno da questão. “A prefeitura também, porque temos a secretaria municipal da Reparação. Temos que pensar em ações conjuntas para que não haja medidas racistas”, defendeu. O titular da Promoção da Igualdade Racial acredita que a restrição imposta pela Fifa seja apenas em nível de organização do evento e não deverá impedir “as manifestações genuínas da Bahia”. Presente no estúdio do programa, o secretário municipal de educação e presidente do PTN, João Carlos Bacelar, acrescentou ao debate informação passada pelo secretário da Reparação em Salvador, Ailton Ferreira, recebida através de mensagem de celular. “Conversei ontem com a Abam [Associação das Baianas de Acarajé, a Secopa [Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014] e a prefeitura. A Secopa informou que nada está definido e haverá uma reunião na próxima semana para debater o assunto. A prefeitura informou que já foi criado o Observatório Racial da Copa”, esclareceu Ferreira.
O procurador da República Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, pediu à Justiça Federal que aplique multa de R$ 100 mil à União após o presidente Jair Bolsonaro “realizar caminhadas em cidades satélite do Distrito Federal” neste domingo, 29. Ele também pede a majoração da multa para R$ 500 mil caso o presidente repita o gesto. O pedido de Araujo Junior se baseia em tutela de urgência de ação civil concedida pela 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) que determinou à União que se abstivesse de estimular a “não observância do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde”. Araujo Junior anotou. “A postura da Presidência da República aponta para o descumprimento do item 4 da decisão proferida por esse juízo, que ressaltou a necessidade de abstenção da União de adotar qualquer estímulo à não observância do iso...
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