O candidato do PT em Belo Horizonte, Patrus Ananias , está sofrendo os efeitos colaterais de ter entrado tão tarde na disputa da capital. Ao contrário do prefeito Márcio Lacerda (PSB), que disputa a reeleição, ele precisou montar seu palanque às pressas no limite do prazo estipulado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) depois da implosão do acordo com o socialista. Resultado: precisou se trancar no estúdio para gravar programas em vez de fazer campanha na rua e dar entrevistas. Não por acaso, o petista não teve tempo de falar com a reportagem do Brasil Econômico. Já o prefeito Márcio Lacerda contou sua estratégia. “Apresentaremos ações que foram iniciadas na cidade e serão continuadas. Outras terão início no nosso novo mandato”. O prefeito conta com 14min19s e 28 inserções de 30 segundos ao longo do dia na programação da TV aberta. Já Ananias tem 8min22s e 16 inserções. “A propaganda do Márcio Lacerda equivale a dos maiores anunciantes do Brasil, como a Casas Bahia. Usaremos esse tempo para apresentar a ideia de inovação na continuidade”, conta o presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana. A coligação de Lacerda foi a que apresentou com mais detalhes sua prestação de contas. O programa de TV vai consumir R$ 281 mil. “Na TV e no rádio, nosso foco será nas propostas que compõem o nosso programa de governo. A propaganda eleitoral tem grande importância, sem dúvida”, diz o prefeito. Para o sociólogo Carlos Novaes, o problema em Belo Horizonte é que os dois candidatos são muito conhecidos. “Quem tiver mais repertório, leva”. A propaganda de Patrus, entretanto, será uma das poucas do Brasil que contará com a presidente Dilma Rousseff. (iG)
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
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