A Câmara dos Deputados
aumentou de R$ 60 mil para R$ 78 mil a verba de gabinete que cada parlamentar
dispõe para contratação de assessores. O reajuste de 30% foi publicado nesta
quarta-feira através de um ato da mesa. A
verba parlamentar só pode ser usada pelos deputados federais para contratação,
sem concurso, de até 25 secretários parlamentares que são pagos pela Câmara.
Esses assessores, de acordo com as regras, podem trabalhar tanto em Brasília quanto nos escritórios
regionais dos deputados. Apesar do aumento,
justificado pelo "desgaste inflacionário", o salário máximo dos assessores
não pode sofrer alteração. De acordo com a tabela de remuneração, são 26 níveis
diferentes que vão desde um salário mínimo até R$ 8.040,00. Os parlamentares
podem usar esses R$ 18 mil a mais para aumentar o salário dos contratados que
recebem menos que o máximo. Cada
um dos 513 deputados federais ganha salário de cerca de R$ 26 mil e ainda conta
com uma cota para o exercício do mandato que pode chegar a R$ 33 mil,
dependendo do Estado de origem do parlamentar, já que esse dinheiro é usado
para custear os gastos do legislador em viagens de
trabalho. O
reajuste foi solicitado pelos deputados e aprovado pelo governo. A previsão de
gastos para 2012 era de R$ 150 milhões com esse aumento, mas como ele não pode
ser retroativo ao início do ano, a previsão de impacto nos cofres públicos é de
cerca de R$ 115 milhões. (JB)
O procurador da República Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, pediu à Justiça Federal que aplique multa de R$ 100 mil à União após o presidente Jair Bolsonaro “realizar caminhadas em cidades satélite do Distrito Federal” neste domingo, 29. Ele também pede a majoração da multa para R$ 500 mil caso o presidente repita o gesto. O pedido de Araujo Junior se baseia em tutela de urgência de ação civil concedida pela 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) que determinou à União que se abstivesse de estimular a “não observância do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde”. Araujo Junior anotou. “A postura da Presidência da República aponta para o descumprimento do item 4 da decisão proferida por esse juízo, que ressaltou a necessidade de abstenção da União de adotar qualquer estímulo à não observância do iso...

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