O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, arquivou, em
despacho proferido nesta quinta-feira (28), o habeas corpus movido pela defesa
do contraventor Carlinhos Cachoeira e rejeitou o pedido de liminar para que ele
fosse solto. Acusado de comandar um esquema de jogos ilegais, o empresário foi
preso há 120 dias pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Os advogados
argumentaram que Cachoeira é alvo de constrangimento ilegal e mantido preso por
tempo exagerado, sem ter havido julgamento. A defesa pediu a restituição do
habeas corpus, concedido há duas semanas pelo desembargador Tourinho Neto, do
Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), mas cassado pelo ministro Gilson
Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao conceder a liberdade ao
bicheiro, Tourinho explicou que sua atitude visou a isonomia, já que outros
réus presos na mesma operação, como José Olímpio Queiroga, haviam sido
libertados. O ministro do STF interpretou, porém, que as situações eram
diferentes, já que, de acordo com o processo, Cachoeira tinha “peculiaríssimas
atribuições” na organização criminosa. Informações do Estadão.
A presidente Dilma Rousseff não quer nem saber da proposta de regulamentação da mídia aprovada no final de semana, em Brasília, pelo PT. De acordo com informações dos bastidores do Planalto, a presidente repudia, por princípio, a moção e teme que as propostas afetem o apoio conquistado por seu governo entre as famílias de classe média. Segundo informações de assessores ao Estadão, a posição da petista sobre os meios de comunicação continua a mesma do período da campanha eleitoral. Em várias declarações sobre o tema feitas na época, a presidente afirmou que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o “controle remoto, para mudar de programa na TV”. “Não conheço outro tipo”, costuma repetir.
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