A presidente da
República, Dilma Rousseff, voltou a atacar as elevadas taxas de juros cobradas pelos
bancos nacionais em seu
discurso do Dia do Trabalho, em cadeia de rádio e televisão. Ela reforçou o
argumento de que a economia brasileira só será "plenamente
competitiva" quando as alíquotas ao produtor e ao consumidor se “igualarem
às taxas praticadas no mercado internacional". Juros mais módicos são uma
antiga demanda do setor privado e atender esse pleito representa, de fato,
elemento crucial para impulsionar o crescimento do país. Incentivar a
concorrência com o auxílio da Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil é uma
medida correta, mas não suficiente. A presidente parece ter adotado a
estratégia “Cristina Kirchner” de apontar um bode expiatório – ou um grupo
deles, os bancos privados – para esconder mazelas de seu próprio governo. Por
esta estratégia, ainda que algum resultado prático possa ser atingido,
esconde-se uma lista de reformas que o Planalto tem obrigação de adotar, e que
não o faz por um misto de comodismo e inoperância. (Veja)
A presidente Dilma Rousseff não quer nem saber da proposta de regulamentação da mídia aprovada no final de semana, em Brasília, pelo PT. De acordo com informações dos bastidores do Planalto, a presidente repudia, por princípio, a moção e teme que as propostas afetem o apoio conquistado por seu governo entre as famílias de classe média. Segundo informações de assessores ao Estadão, a posição da petista sobre os meios de comunicação continua a mesma do período da campanha eleitoral. Em várias declarações sobre o tema feitas na época, a presidente afirmou que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o “controle remoto, para mudar de programa na TV”. “Não conheço outro tipo”, costuma repetir.
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