O líder da greve de policiais militares baianos Marco Prisco continua
preso em uma cela comum, isolado dos outros detentos, na Cadeia Pública
em Mata Escura, segundo afirmou o seu advogado Rogério Andrade. Esta é a
mesma situação do ex-cabo Antônio Paulo Angelini, que foi preso junto
com Prisco na última quinta-feira (9) durante a desocupação da
Assembleia Legislativa. Também advogado de Angelini, Andrade contou que
ele está em outra cela sozinho na mesma penitenciária. O advogado dos
grevistas relatou ao A Tarde que Prisco está tranquilo e confiante.
Andrade apostou ainda que a divulgação na íntegra das conversas
grampeadas com autorização judicial possibilitará a articulação da
defesa. “Ao se entregar, ele evitou o enfrentamento, o que não quer
dizer que seja uma derrota do movimento. O grampo irá na íntegra para os
autos e o juiz verá que não há ato delituoso em sua fala”, disse o
advogado.
O procurador da República Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, pediu à Justiça Federal que aplique multa de R$ 100 mil à União após o presidente Jair Bolsonaro “realizar caminhadas em cidades satélite do Distrito Federal” neste domingo, 29. Ele também pede a majoração da multa para R$ 500 mil caso o presidente repita o gesto. O pedido de Araujo Junior se baseia em tutela de urgência de ação civil concedida pela 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) que determinou à União que se abstivesse de estimular a “não observância do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde”. Araujo Junior anotou. “A postura da Presidência da República aponta para o descumprimento do item 4 da decisão proferida por esse juízo, que ressaltou a necessidade de abstenção da União de adotar qualquer estímulo à não observância do iso...
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