Uma mulher que tentava retirar o filho do submundo das drogas terminou
se juntando a ele, em São Paulo, de acordo com reportagem do site do
Estadão. Vera Lúcia, de 45 anos, chegou à cracolândia há dois e conta
que, na época, tinha apenas um objetivo na cabeça: resgatar dali o filho
adolescente que havia se tornado dependente químico. Então auxiliar de
enfermagem, sua ideia era voltar para Bragança Paulista, no interior
paulista, e continuar a vida normalmente. Entretanto, a missão não foi
cumprida, e ela terminou também sugada pelo vício. Atualmente, Vera vive
na área com os filhos Leonardo, de 19 anos, e o adolescente, atualmente
com 16, que a levou a essa viagem de difícil retorno. Hoje, a mulher é
catadora de materiais recicláveis. Seu trabalho serve, dentre outras
coisas, para sustentar o vício. Vera fuma em média dez pedras de crack
por dia.
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
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