A melhoria das condições de trabalho das conselheiras tutelares de Jequié, a partir do reajuste dos valores dos seus vencimentos e a garantia dos direitos sociais, foram algumas das reivindicações apresentadas pelo colegiado, ao utilizar a tribuna livre da Câmara Municipal de Jequié na sessão de quarta-feira (30). Vânia Duarte, presidente da Comissão de Acompanhamento e Fiscalização do CT e integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente-CMDCA, foi designada pelo grupo de conselheiras para relatar as suas propostas. Foi enfatizado que as CTs, trabalham 24 horas por dia, com obrigatoriedade de dedicação exclusiva à função, sem fazer jús aos direitos sociais, a exemplos de férias, 13º salário, licença-maternidade etc. O Conselho é formado por cinco membros titulares e igual número de suplentes, eleitos através de voto direto. “Essas conselheiras trabalham em condições permanentes de risco, sendo diáriamente convocadas, a qualquer hora, para conduzir ou intervir num conflito envolvendo menores e adolescentes, muitas vezes em áreas consideradas perigosas”, disse. A atual presidente do Conselho, é Nezuita Souza. Também foram feitos comentários em relação as condições precárias do veículo disponibilizado para o setor, em péssimas condições de conservação e, ainda, a situação do motorista desse veículo, que trabalha todos os dias da semana, sem direito a descanso. Em Jequié, os membros titulares do Conselho Tutelar Municipal, recebem vencimentos brutos de R$680,00. Os vereadores mostraram-se sensíveis às reivindicações da categoria e se comprometaram em agendar uma reunião com o Poder Executivo Municipal, na qual será buscada uma maneira legal de atender a esses pleitos. (JR)
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
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