Cerca de 65% da população da Bahia considera a polícia baiana "nada ou pouco confiável", conforme uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A mesma opinião foi registrada por 51% dos consultados sobre o Judiciário. Os dados fazem parte da 5ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e foram apresentados nesta quarta-feira (23), em Brasília, durante a 2ª Conferência do Desenvolvimento (Code) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A consulta foi realizada a partir do cruzamento e da consolidação das informações financeiras da Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda, e de dados de violência reunidos na base da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ligada à pasta da Justiça, do Sistema Único de Saúde (SUS) e de secretarias estaduais de Segurança. O documento apontou ainda uma queda de 2,1% no número de homicídios no país de 2010 para 2009. Entretanto, a Bahia foi o estado brasileiro que registrou o maior número de homicídios dolosos em 2010 e, de acordo com o secretário-executivo do fórum, Renato Sérgio de Lima, o estado “é um exemplo de que precisa investir fortemente na melhoria dos seus registros, pois tanto os dados da saúde quanto os da segurança indicaram piora na classificação geral”. Segundo ele, se não houvesse “precariedade” na captura e armazenamento de informações, os índices de redução poderiam ser maiores. Em 2009 foram registrados 4.581 assassinatos na Bahia contra 4.442 em 2010. No Rio de Janeiro foram computados 4.418 casos no ano passado e, em São Paulo, 4.321 pessoas foram mortas intencionalmente, no mesmo período. Confira a publicação aqui.
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
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