Terminou sem qualquer acordo o encontro informal entre representantes dos Correios e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), ocorrido nesta segunda-feira (10) no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. A reunião era uma última tentativa de acordo antes da votação do dissídio da categoria, marcada para esta terça-feira. Ao final da reunião, o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, disse que a proposta já foi rejeitada em assembleia na semana passada e que não vai haver nova consulta aos trabalhadores nesta terça-feira para tentar impedir o julgamento do dissídio. A reunião foi intermediada pelo ministro Mauricio Godinho Delgado, relator do dissídio. Na semana passada, os funcionários dos Correios rejeitaram a proposta de acordo para pôr fim à greve, que teve início no dia 14 de setembro. Na sexta-feira (7), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, determinou a abertura de dissídio coletivo após a audiência de conciliação terminar sem acordo. O impasse está no desconto dos dias parados, que os Correios não abrem mão e os trabalhadores não aceitam, e também no índice de reajuste oferecido. A empresa quer descontar seis dias parados dos salários dos grevistas em 12 parcelas mensais a partir de janeiro, mas a proposta foi rejeitada. A direção dos Correios informou ao ministro que aceita a proposta feita por Dalazen na sexta-feira, que inclui o pagamento imediato de abono de R$ 800 e aumento real de R$ 60 a ser pago no dia 1º de janeiro de 2012. Os trabalhadores receberiam também reajuste de 6,87% retroativo a 1º de agosto. "Como não houve acordo, já que a representação sindical não aceitou os termos da proposta, o dissídio será julgado amanhã (11) pelo TST", reforçou, em nota, a ECT. O prazo final para que a Fentect dê uma resposta vence às 14h desta terça-feira. Se não houver acordo, o dissídio começa a ser julgado às 16h. (G1)
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
Comentários