Os funcionários dos Correios em greve há 24 dias e a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) não chegaram a um acordo na audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior Eleitoral) e a grave será decidida na Justiça. O julgamento será na próxima terça-feira (11), às 16h. O ministro Maurício Delgado foi escolhido para relatar o processo. O TST decidirá sobre a legalidade da greve e sobre as reivindicações. Independente do resultado, a greve acaba após o julgamento. Essa foi a segunda reunião no tribunal. Na última terça-feira (4) empresa e funcionários se reuniram, fecharam um acordo, mas a proposta foi rejeitada pela categoria em 16 Estados e no Distrito Federal. Enquanto o TST não decidir sobre a greve, os trabalhadores dos Correios terão que manter pelo menos 40% dos funcionários das agências da empresa trabalhando. Se a decisão não for cumprida, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares), que representa os grevistas, poderá pagar uma multa diária de R$ 50 mil. Proposta - O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), João Oreste Calazen, fez uma proposta de R$ 60 a partir de 1º de janeiro de 2012 e R$ 800 de abono. Além disso, os seis primeiros dias parados seriam descontados na folha de pagamento dos servidores em 12 parcelas e os outros 18 dias de paralisação seriam compensados com horas extras nos fins de semana. A proposta foi aceita pela empresa, mas rejeitada pelos funcionários, que não aceitam ter os dias descontados e ainda ter que compensar com horas extras. O ministro lembrou que, em julgamento de dissídio coletivo - quando a greve é julgada pela Justiça do Trabalho - os trabalhadores podem acabar com todos os dias cortados. (R7)
A presidente Dilma Rousseff não quer nem saber da proposta de regulamentação da mídia aprovada no final de semana, em Brasília, pelo PT. De acordo com informações dos bastidores do Planalto, a presidente repudia, por princípio, a moção e teme que as propostas afetem o apoio conquistado por seu governo entre as famílias de classe média. Segundo informações de assessores ao Estadão, a posição da petista sobre os meios de comunicação continua a mesma do período da campanha eleitoral. Em várias declarações sobre o tema feitas na época, a presidente afirmou que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o “controle remoto, para mudar de programa na TV”. “Não conheço outro tipo”, costuma repetir.
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