A chegada da população mundial aos sete bilhões de habitantes, que deve aumentar para mais de 10 bilhões em 2100, é uma grande conquista para a humanidade, mas também cria novos desafios importantes para evitar o aumento das desigualdades, considerou a ONU. Segundo o relatório sobre a Situação da População Mundial 2011, publicado nesta quarta-feira pelo UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas, as decisões que forem tomadas agora irão determinar se teremos um futuro saudável, sustentável e próspero ou um futuro marcado por desigualdades, decadência ambiental e retrocessos econômicos. Desafios - Atender a estes segmentos crescentes da população - os maiores de 60 anos são 893 milhões e podem chegar a 2,4 bilhões em 2050 - constituem dois dos grandes desafios, junto ao planejamento urbano, à gestão das migrações e dos recursos naturais. "As dinâmicas de mudança da população têm repercussões no desenvolvimento sustentável para todos", considerou o médico Osotimehin, ex-ministro de Saúde da Nigéria. A pressão deve aumentar ainda mais. Segundo as previsões da ONU, a Terra, que ganha agora cerca de 80 milhões de habitantes - ou o equivalente da Alemanha - por ano, somará outros 2,3 bilhões até 2050 e deve acabar o século com 10 bilhões, ou inclusive 15 bilhões, caso a desaceleração da fertilidade nos países de maior população seja menor que a prevista. Por isso, naqueles países onde o aumento da população é mais acelerado que o crescimento econômico, é importante facilitar o acesso aos serviços de saúde reprodutiva e de planejamento familiar. "A conquista de um planejamento estável é um requisito indispensável para o crescimento econômico planejado e o desenvolvimento acelerado", escreveu o diretor executivo da UNFPA. (Veja)
A presidente Dilma Rousseff não quer nem saber da proposta de regulamentação da mídia aprovada no final de semana, em Brasília, pelo PT. De acordo com informações dos bastidores do Planalto, a presidente repudia, por princípio, a moção e teme que as propostas afetem o apoio conquistado por seu governo entre as famílias de classe média. Segundo informações de assessores ao Estadão, a posição da petista sobre os meios de comunicação continua a mesma do período da campanha eleitoral. Em várias declarações sobre o tema feitas na época, a presidente afirmou que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o “controle remoto, para mudar de programa na TV”. “Não conheço outro tipo”, costuma repetir.
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