A Associação das Baianas de Acarajé e Mingaus (Abam) queixa-se da concorrência enfrentada diariamente com os restaurantes, delicatessens e supermercados da cidade. Segundo a presidente da associação, Rita Santos, elas estão perdendo espaço para esse tipo de comércio, que dispõe de privilégios dos quais elas não desfrutam. Afirma ainda ser difícil concorrer com estabelecimentos que têm mesa, cadeiras, ar-condicionado, garçons para servir clientes e a permissão de vender bebidas. “É injusto porque eles já vendem tudo. Estão tirando o ganha-pão da baiana, que só tem o acarajé para vender”, reclama. Estima-se que só em Salvador existam cinco mil baianas em atividade. Destas, 3.500 estão registradas na Abam. O número de baianas licenciadas computado pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp) é ainda menor. São 869, segundo informa o coordenador de fiscalização e licenciamento do órgão, Paulo Viana. Batalha - A Abam luta para a preservação da atividade nos moldes em que está regulamentada no Decreto Municipal nº 12.175/1998 e no Livro dos Saberes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Iphan). Para a associação, deve prevalecer o modo tradicional de venda: em tabuleiros de madeira, com vendedores devidamente trajados com as vestes tradicionais e sem nenhum tipo de modificação no nome ou na receita para o preparo do bolinho. (A Tarde)
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
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