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Funcionários dos Correios fazem caminhada na Barra

Cerca de 300 funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos fizeram passeata na tarde desta terça-feira, 20, de Ondina até a Barra. Segundo a presidente do Sindicato dos Correios e Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba), Simone Soares Lopes, a mobilização demonstra que a categoria está forte, ao contrário do que os Correios querem mostrar ao dizer que poucos funcionários aderiram a greve. Ao fim da passeata, os manifestantes fizeram uma assembleia no Farol da Barra. Contudo, ainda não há indicativo para o fim da greve. Com a passeata o trânsito ficou congestionado na região. Greve - Os funcionários dos Correios decidiram pela continuidade da greve em uma assembleia realizada nesta segunda-feira, 19. Segundo a presidente do Sincotelba, a empresa se recusa a negociar as reivindicações dos servidores. Na manhã de hoje, os funcionários se reuniram na sede da empresa em Salvador, localizada na Pituba, para definir as próximas mobilizações. Na Bahia, são mais de 5.300 trabalhadores, sendo que 90% deles, que atuam nas funções operacionais -  carteiros, atendentes, operadores de triagem e transbordo, motorista e motociclista – aderiram à paralisação, iniciada no último dia 14 em todo o país. Na capital baiana, são 39 agências dos Correios, com cerca de 3 mil funcionários, entre carteiros, motoristas, atendentes, motociclistas e trabalhadores do setor administrativo. Com a interrupção dos trabalhos, ficam suspensos os serviços de entrega de encomendas e correspondências, já que, mesmo com as unidades abertas, os carteiros não fazem as entregas. Já  os serviços dos bancos postais funcionam normalmente. Por meio de nota, a Empresa afirmou que tem feito o possível para normalizar a situação. Para isso, adotou uma série de medidas para assegurar o atendimento à população. Uma das medidas foi a contratação de mão de obra temporária. Além disso, os funcionários do setor administrativo continuam realizando as suas atividades normalmente. Greve - Os funcionários decidiram interromper os trabalhos para reivindicar piso salarial de 3,5 mínimos ou aumento real de R$ 400, além da reposição de perdas salariais entre 1994 a 2010 (24,76%), cesta de alimentação e refeição no valor de R$ 300 e redução da jornada de trabalho para seis horas diárias.  A greve nacional foi aprovada no dia 13, após assembleia de funcionários. (A Tarde)

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