Quem vê o palhaço Tiririca em ação mal reconhece o deputado federal mais votado do país no plenário da Câmara. Calado e aparentemente acanhado, Tiririca é presença assídua na Casa, mas encerrou o primeiro semestre do Legislativo sem subir no púlpito nem pedir a palavra em uma ocasião sequer. O parlamentar compareceu a todas as 55 sessões deliberativas (quando há votação no plenário), segundo dados no portal da Câmara. Na Comissão de Educação e Cultura, da qual é membro titular, faltou a apenas duas das 26 reuniões e tem votado no plenário segundo orientação do seu partido, o PR, pertencente à base aliada do governo. Sua atuação durante os primeiros seis meses deste ano foi focada em educação e incentivo a artistas circenses. Ele apresentou duas emendas a projetos de lei que tramitam na Comissão de Educação, três projetos de lei, três requerimentos de informação e foi relator em uma única matéria, que batiza de Antonio Lins de Souza um viaduto no município de Rio Largo, em Alagoas. Apesar dos projetos apresentados, a atuação de Tiririca é de pouca exposição. Ele não fez um discurso sequer no púlpito do plenário, não pediu a palavra em qualquer momento das sessões nem mesmo durante as reuniões da Comissão de Educação e Cultura. Sua indicação para o colegiado, inclusive, foi alvo de críticas porque o parlamentar teve que provar que não era analfabeto por meio de um teste no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral). A presidente da Comissão de Educação, Fátima Bezerra (PT-RN), conta que Tiririca é um dos deputados mais assíduos do grupo e acredita que a acanhada participação nos debates se deve à inexperiência: “é um mundo novo para ele”. Fátima disse ainda, que Tiririca tem o respeito da comissão.
(crédito: Pedro França/Agência Senado) O líder do governo no Senado e relator da PEC dos Precatórios, Fernando Bezerra (MDB-PE), discordou da intenção do presidente Jair Bolsonaro de usar parte do espaço fiscal que será aberto com a eventual aprovação do texto para conceder reajustes a todos os servidores federais. O parlamentar afirmou que o esforço do Congresso em torno da matéria "não é para atender reajuste de servidores e, sim, os mais pobres do Brasil". A PEC dos Precatórios é a aposta do governo para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400, em substituição ao Bolsa Família. O texto, já aprovado pelos deputados, adia o pagamento de mais da metade dos R$ 89 bilhões previstos para serem quitados no ano que vem em precatórios — dívidas da União reconhecidas pela Justiça — e amplia o teto de gastos. O objetivo do Ministério da Economia é abrir uma folga fiscal de R$ 91,6 bilhões no orçamento do próximo ano. "Eu acho muito difícil (conceder reajuste aos servidores). Nós est...
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