Os usuários dos planos de saúde na Bahia ainda devem esperar um pouco mais para obter prêmios e descontos de até 30% no valor da mensalidade pela participação em programas de envelhecimento ativo oferecidos pelos planos de saúde, apesar de já previstos pela resolução homologada pela Agência Nacional de Saúde (ANS), no início desta semana. Nenhuma das quatro operadoras (SulAmérica, Golden Cross, Hapvida e Promédica) tem previsão de quando passarão a oferecer os benefícios aos usuários. Por enquanto, algumas delas limitam-se a oferecer programas cuja participação do beneficiário ainda não é revertida em economia no bolso do consumidor. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa mais 1.417 operadoras em todo o País e responde por 33% do mercado, informa, em nota, que está estudando a norma para, posteriormente, fazer suas considerações. Já a SulAmérica afirmou que a federação responde pela operadora enquanto a Golden Cross disse, em nota, que “está analisando a norma para definir as melhores formas de atuação junto aos associados”. O fato é que a ANS já incentivava as operadoras que desenvolvem programas de promoção à saúde, na medida em que pontuava positivamente, nos relatórios de avaliação da qualidade da assistência prestada, aqueles tinham essas opções. A advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste), Polyanna Carlos Silva, lembra que a resolução proíbe a obrigatoriedade de participação ou que os descontos estejam atrelados a resultados. “Nada disso pode ter custos para o consumidor. Por isso, a agência precisa acompanhar bem de perto para impedir que o impacto desses descontos não reflita nos reajustes das mensalidades”.
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...
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