O senador João Durval (PDT-BA) retirou sua assinatura do requerimento de criação de uma CPI para investigar denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, informou a Agência Senado no final da noite de terça-feira. Agora a oposição precisa buscar mais uma adesão para viabilizar a comissão, já que havia coletado somente as 27 assinaturas exigidas para sua instalação. O requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Ministério dos Transportes havia sido protocolado pelo líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), na noite de terça-feira. Na ocasião, o tucano afirmou não acreditar na retirada de assinaturas, mas o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), disse a jornalistas que conversaria com membros da base aliada que assinaram o documento para discutir a possível retirada de apoios à CPI. A retirada de assinaturas para criação de uma CPI é permitida pelo regimento do Senado até a meia-noite do dia em que o requerimento que pede a instalação da comissão é lida no cenário da Casa. Havia expectativa de que o requerimento com as 27 assinaturas protocolado na terça-feira por Dias fosse lido nesta quarta-feira. As denúncias no Ministério dos Transportes levaram à queda do ex-ministro Alfredo Nascimento, que na terça-feira reassumiu seu mandato de senador pelo PR do Amazonas. Desde a divulgação de que haveria um esquema de arrecadação de propinas para o PR, legenda que comanda a pasta, nos Transportes, mais de 20 servidores foram afastados ou demitidos do ministério ou de órgãos ligados a ele. A "faxina" promovida pela presidente Dilma Rousseff na pasta irritou integrantes do PR, que passaram a cobrar da presidente o mesmo tratamento que deu à legenda nos demais casos de corrupção envolvendo outros ministérios.
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...

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