Milhares de estudantes chilenos protestaram nesta quinta-feira (18) em Santiago sob forte chuva em defesa da educação pública de qualidade, mantendo assim a pressão sobre o governo que na véspera fez sua terceira proposta para destravar o conflito. Frio, chuva e neve acompanharam os estudantes durante todo o trajeto. Eles voltaram a se reunir na avenida Alameda para protagonizar o sexto dia de protestos desde que o conflito com o governo foi iniciado, em maio. "Com chuva, frio e inclusive neve em algumas partes de Santiago, os estudantes voltaram a sair às ruas", disse um dos líderes estudantis, Camilo Ballesteros, para uma marcha que reuniu 40 mil pessoas, segundo veículos locais. Levando guarda-chuvas ou cobertos com sacos plásticos, os estudantes buscavam demonstrar a força de seu movimento que defende o fortalecimento da educação pública no Chile. Diferentemente de outras convocações, desta vez não foram registrados incidentes e, pelo contrário, houve danças e manifestações artísticas ao longo da caminhada. Propostas do governo - O novo protesto é realizado um dia após a apresentação por parte do governo de uma terceira proposta para destravar o conflito, que já se estende por quase três meses. A proposta, classificada anteriormente pelos estudantes como ambígua, amplia benefícios já concedidos a estudantes que recebem bolsas de gratuidade e uma redução de juros dos empréstimos para financiar mensalidades do ensino superior, mas não representa uma reformulação do sistema educativo chileno, como pedem os estudantes. (G1)
O procurador da República Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, pediu à Justiça Federal que aplique multa de R$ 100 mil à União após o presidente Jair Bolsonaro “realizar caminhadas em cidades satélite do Distrito Federal” neste domingo, 29. Ele também pede a majoração da multa para R$ 500 mil caso o presidente repita o gesto. O pedido de Araujo Junior se baseia em tutela de urgência de ação civil concedida pela 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) que determinou à União que se abstivesse de estimular a “não observância do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde”. Araujo Junior anotou. “A postura da Presidência da República aponta para o descumprimento do item 4 da decisão proferida por esse juízo, que ressaltou a necessidade de abstenção da União de adotar qualquer estímulo à não observância do iso...
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