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Salvador: Servidores municipais protestam no 1º dia de greve da categoria

Servidores Municipais de Salvador, em greve por tempo indeterminado, protestaram, na manhã de ontem (7), em frente ao prédio do Instituto de Previdência Social de Salvador (IPS), situado próximo ao Colégio Central, na Avenida Joana Angélica, e depois seguiram em passeata em direção à Praça Municipal.
Os manifestantes interromperam o trânsito nos dois sentidos da Avenida Sete de Setembro, próximo à Praça Castro Alves e, de mãos dadas, cantaram o Hino Nacional Brasileiro. O trânsito segue complicado na região.
Os ânimos se exaltaram depois que a Polícia Militar impediu que o grupo seguisse em direção ao Centro Histórico, mas não houve tumulto. Conforme portaria do prefeito João Henrique, de dezembro de 2010, carros de som não podem seguir para a Praça Municipal.
A categoria, que entrou em greve a partir da meia noite desta quinta-feira, reinvindica o cumprimento do acordo coletivo de 2009/2010, que prevê o direito de assistência médica aos servidores; 40% de reajuste referente aos últimos três anos (2009/2011) e adoção do plano de cargos e vencimentos (PCV).
De acordo com a diretora do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Beatriz Rosa Santos, desde 2009 a categoria não consegue reajuste salarial o que resulta em perdas salariais de aproximadamente 130%. "Há mesas de negociações, porém não existe nenhuma proposta”, reclama.
Serviços – Por causa da greve, apenas os serviços essenciais, o que corresponde a 30% do efetivo garantido por lei, funcionam plenamente na cidade. São eles: Transalvador, Salvamar, Codesal e Unidades de Saúde.
As operações tapa-buracos (Sucop), contra poluição sonora (Sucom) e a segurança nos postos de saúde, a cargo da Guarda Municipal, estão suspensas a partir de hoje.
Prefeitura - A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag), informou, em nota, que é de interesse da administração municipal criar um novo plano de cargos e vencimentos para os servidores municipais, desde que o reajuste não ultrapasse R$ 30 milhões anuais para os cofres do município.
Por conta dessa limitação, “o aumento não pode ser superior aos 17,5% oferecidos, que, se fossem aceitos, seriam válidos já a partir de janeiro de 2012”.
 (Noticias da Bahia)

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