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Preso traficante que vendia ecstasy em redes sociais

O traficante parecia não se importar em ser fotografado junto com os comprimidos de ecstasy
Nada de conversas por telefone, mensagens via torpedos ou e-mails. Jovens de classe média da Zona Sul, da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes estão negociando ecstasy e conseguindo cúmplices através de sites de relacionamento, como o Facebook. Foi fazendo um rastreamento na internet que policiais da 12ª DP (Copacabana) flagraram na sexta-feira o traficante Daniel Izaías dos Santos, de 25 anos, com 1.250 comprimidos de ecstasy, na Barra da Tijuca. A droga seria negociada com um grupo, que a revenderia em festas de música eletrônica realizadas na região. Nas conversas na rede de relacionamento, as pílulas são conhecidas, entre outros nomes, como "laranjinhas do Canadá". Cada uma tem a imagem de uma folha, como a que aparece na bandeira do país. Segundo o titular da 12ª DP (Copacabana), delegado Antenor Lopes Martins Júnior, Daniel atuava como atacadista da quadrilha. Acima dele, há outro jovem, parente de um alto funcionário da União - cujo nome a polícia não quis revelar -, que mora na Barra da Tijuca. Em fotos no Facebook, ele se exibe com joias caras e mulheres, inclusive num restaurante famoso na Barra da Tijuca. O delegado contou que o rapaz é o chefe da quadrilha. A prisão de Daniel ocorreu na madrugada de sexta-feira, na Avenida das Américas. Ele tinha acabado de chegar de Vitória, no Espírito Santo, com um carregamento da droga. Daniel estava a pé e tentou fugir, mas a polícia conseguiu detê-lo em flagrante. Agitado, ele não quis falar dos cúmplices, mas as informações sobre a quadrilha estavam na página dele no Facebook, com cerca de 500 amigos - até o fim do dia, o número havia caído para 349. ‘As famílias precisam desconfiar quando o filho aparecer ostentando sinais de riqueza. Se o filho chega em casa com relógio caro, bons carros, alegando que está trabalhando em eventos, pode haver algo errado. Dinheiro que não seja proveniente de uma atividade profissional pode ser fruto de algum negócio ilícito - disse Antenor.
(O Globo)

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