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Nosso lixo foi parar no México e virou arte para alertar sobre descarte incorreto

Fotos: Alejandro Durán
A reserva da biosfera Sian Ka’an é um paraíso caribenho ao sul de Cancún, na península mexicana de Yucatán. Em 1987 foi declarada pela UNESCO patrimônio da humanidade. É também um parque nacional, com diversos sítios arqueológicos. A beleza e importância natural da região estão representadas em seu próprio nome, que em maia significa “presente do céu”. Mas a paisagem e biodiversidade local são contaminadas por uma grande quantidade de lixo que chega, pelas correntes marítimas, de vários cantos do mundo.
Impressionado com tanto material nas praias da região, o artista mexicano Alejandro Durán, radicado em Nova York, coletou parte deste lixo para realizar a série fotográfica Washed Up*, em que retrata materiais coloridos imersos na paisagem, como se tivessem sido espalhados pelas ondas. Sua proposta é sensibilizar a população para o consumismo e cultura do descartável. São belas fotos, mas em pensar que ao invés de ser reciclado isso está contaminando os animais marinhos, nossos solos e alimentos…
Durán identificou o país de origem de algumas embalagens, como garrafinhas de detergentes, latas de alimentos, frascos de desodorantes e sprays. Elas vêm de 42 nações da América do Norte e Latina – Brasil inclusive -, Europa, Ásia, África e Oceania. Está aí a prova de que aquele copinho plástico jogado em ruas ou rios não some, simplesmente (Veja o caminho que o lixo faz ao ser levado pelas águas no infográfico A viagem do lixo, da revista National Geographic Brasil).
Fotos: Alejandro Durán

De acordo com Durán, o trabalho ainda não está concluído. Mas quando finalizar a série ele encaminhará os materiais para um centro de reciclagem. “Este é, naturalmente, um processo sem fim, já que todos os dias novos materiais chegam a terra”, conta. O artista também pretende implementar um programa educacional sobre arte e ecologia nas cidades de Punta Allen, próxima a Sian Ka’na, e Nova York.
(Super Interessante)

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