Em um país em que mais da metade da população apresenta sobrepeso, impulsionar as pessoas a comerem cada vez mais não parece ser a melhor escolha. Este cenário ainda consegue piorar: os brasileiros começam a trocar o arroz e o feijão por salgadinhos e refrigerantes, informaram os dados da Pesquisa de Orçamento Familiares, divulgados na última quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo especialistas, quem paga o pato por essa mudanças de hábito são as crianças. Para a nutricionista Patrícia Cunha, os pais começam a optar pelos industrializados porque são mais práticos, sem saber que podem estar prejudicando a qualidade da alimentação dos filhos. “Alimentos industrializados, como o macarrão instantâneo e os biscoitinhos tem glutamato monossódico, aditivo alimentar que estimula o aumento do consumo” atesta. “Ou seja, na nossa sociedade, a criança fica com o paladar viciado, e cabe aos pais mudar seus hábitos alimentares”. (JB)
(Reprodução) A combinação de cortes no valor e inflação fez com o que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região metropolitana de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Na época, as famílias recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (R$ 600), dava para comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação familiar (R$ 556,25), e ainda sobrava um pouco. O auxílio sofreu cortes e, agora, paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar só 23% de uma cesta básica (R$ 650,50), segundo os dados mais recentes, de agosto de 2021. Os valores da cesta básica são calculados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor de R$ 1.200 era pago no ano passado a mulheres que sustentam o lar sozinhas. Dava para bancar duas cestas básicas e ainda sobravam R$ 87,50. Agora, essas m...

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