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Gêmeos que mataram policial são procurados em Barra do Estiva

A polícia procura, neste sábado (18), os irmãos gêmeos Amilton e Aiuto Caires da Silva, apontados como autores da emboscada que resultou na morte do investigador de polícia civil, Luís Bartolomeu de Lima, na madrugada dessa sexta-feira, 17. As diligências acontecem na zona rural de Barra do Estiva, a 517 km de Salvador.
A procura conta com cerca de 120 policiais e apoio da população rural, que fornece pistas sobre estranhos que circulam pelos povoados, como o de Paraguaçu, onde o crime aconteceu.
Lima foi abatido a tiros quando, em companhia de outros dois colegas e de policiais militares, tentava prender os irmãos Silva, acusados de pelo menos 20 assaltos a fazendas, lojas e comerciantes, na região da Chapada Diamantina, mais especificamente em Barra da Estiva, Ibicoara, Andaraí e Iramaia, além de Brumado.
A três meses da aposentadoria, após 29 anos de carreira na polícia, sendo 15 deles dedicados à Delegacia Territorial de Barra do Estiva, o policial de 51 anos deixou mulher e dois filhos.
Quadrilha - De acordo com o delegado de Barra da Estiva, Marcos Torres, Amilton, que teria efetuado o disparo, é considerado foragido da Justiça pelo fato de não ter retornado da saída temporária no Natal de 2010.
 Ao lado do irmão Aiuto, mais conhecido como “Tin Tin” e mais três homens, ele comanda uma das mais violentas quadrilhas do interior do Estado. Torres explicou que a dificuldade em localizar o grupo reside no fato de os foragidos conhecerem a região e recorrer a atalhos há vários meses.
 “Isnã ou ‘paturi’, que é um dos membros da quadrilha, denunciou o restante dos comparsas nos assaltos”, explicou o delegado. Ele foi preso após ser baleado por um fazendeiro em Ibicoara.
 “Os gêmeos prometeram R$ 3 mil pelo serviço de pistolagem, mas Isnã alegou que não sabia a motivação do serviço de ‘matador de aluguel’ e, na ocasião da prisão, revelou quem eram os responsáveis pelos crimes na região e foi liberado após prestar depoimento por não ter sido pego em flagrante”. Uma vez em liberdade, ‘Paturi’ voltou à vida criminosa, assim como Izael e Luciano, outros dois acusados, que participam dos assaltos.
 A zona rural era a base do bando, que alugara uma casa há duas semanas para concentrar as ações criminosas. “Não vamos descansar enquanto não pusermos as mãos neles”, assinalou Torres.

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